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Oficina De Pintura



Antes do Voo: quando a arte ensina a pousar- Para aqueles que dão asas.

Ontem, a sala começou diferente para eles, o clima era de canto de pássaros, aroma terapia e muita arte. Começando com a respiração, uma pausa em silencio, um silêncio gentil, daqueles que não constrangem, mas acolhem. Foi nesse clima que aconteceu a oficina de pintura Antes do Voo, uma vivência artística pensada para professores — pessoas que, todos os dias, ajudam o mundo a aprender a voar.

A proposta era simples e profunda ao mesmo tempo: criar um espaço onde fosse possível respirar. Em meio à rotina escolar, às demandas emocionais e à responsabilidade constante de cuidar do outro, raramente se fala sobre a necessidade de pausa. No entanto, antes de qualquer voo, é preciso pousar. A oficina nasceu exatamente desse

entendimento.



A arte como território seguro

A pintura foi escolhida não apenas como técnica, mas como linguagem acessível. Não havia exigência rigorosas, e estruturas impossíveis de serem reproduzidas, comparação ou certo e errado.


Cada participante recebeu uma tela numerada e foi convidado a escolher intuitivamente, sem saber o significado que ela carregava. Esse pequeno gesto já deslocava o olhar do controle para a escuta interior.


Com música suave ao fundo e um ambiente preparado para acolher, as pinceladas começaram a surgir. Lentamente. Algumas firmes, outras cuidadosas. Em comum, todas carregavam algo essencial: presença. A arte, ali, funcionava como um território seguro onde era possível existir sem performances ou exigências.


Pássaros, símbolos e processos

Os pássaros surgiram como imagem central da vivência. Não como ilustração decorativa, mas como símbolo. Cada tela representava um aspecto do educar: paciência, cuidado, foco, escuta, coragem, recomeço, presença.


Os significados permaneceram guardados até o final, permitindo que o processo fosse vivido antes de ser interpretado.

Quando as telas começaram a ser reunidas, o que se formou foi um lindo céu coletivo. Uma imagem simples e poderosa, que lembrava algo essencial: ninguém voa sozinho. O aprendizado é sempre um movimento compartilhado, sustentado por quem observa, espera o tempo certo e oferece apoio quando necessário.







Antes da tinta e pincéis existe um preparo significativo


Toda oficina começa muito antes do encontro acontecer. No caso da Antes do Voo, o processo iniciou na escuta. Uma escuta cuidadosa do público-alvo, das necessidades invisíveis e do momento vivido por quem iria participar. A escolha do tema não foi aleatória: ela nasceu de uma pesquisa sensível, pensada para que a dinâmica dialogasse diretamente com a alma de quem ensina.

A simbologia dos pássaros surgiu como linguagem perfeita para falar sobre aprendizado de forma profunda e poética. O voo, o tempo, o cuidado, a espera — tudo aquilo que faz parte do educar, mas que nem sempre encontra espaço para ser dito. A partir desse conceito, cada etapa foi construída com intenção.

As ilustrações utilizadas como referência não foram apenas imagens de apoio mas escolhas com significados. As ilustrações no estilo ilustração folk foram a escolha perfeita para este momento, escolhidas por sua linguagem simples, bela, acolhedora e simbólica, com cores chapadas, formas orgânicas e detalhes. Esse estilo contribuiu para que todos se sentissem capazes de criar, afastando a ideia de perfeição técnica é impossível e convidando à liberdade criativa.

Da mesma forma, cada espécie de pássaro foi escolhida com atenção, considerando sua simbologia e sua relação com o tema do aprendizado.


Após a escolha das espécies, vieram os significados. Cada pássaro recebeu uma mensagem pensada cuidadosamente, não como orientação, mas como acolhimento — palavras que pudessem acompanhar cada participante ao longo do ano. Essas mensagens foram impressas em cartões artesanais, para que pudessem ser levadas consigo, lembrando que o cuidado e a pausa também fazem parte do caminho.

O momento final da oficina foi, sem dúvida, um dos mais emocionantes. As telas, antes individuais, se uniram em um céu coletivo. E junto com essa imagem, vieram os relatos.

“Eu me senti no colo da minha mãe”, disse uma das participantes, traduzindo em poucas palavras o acolhimento vivido. Outra completou, orgulhosa, segurando sua pintura:

“Eu nunca faria isso se não estivesse aqui.”


Esses instantes revelam o que a arte é capaz de fazer quando encontra espaço verdadeiro. Momentos assim são profundamente gratificantes para artistas como eu, porque fazem valer cada hora de dedicação, cada escolha cuidadosa, cada desejo sincero de criar experiências que vão muito além da técnica.

Acredito profundamente no poder curativo da arte.

Acredito na arte como linguagem que organiza, acolhe, fortalece e transforma. E é por isso que sigo desejando, de todo coração, continuar levando vivências que toquem verdadeiramente a alma das pessoas.


Quem ensina também precisa respirar

Há uma ideia silenciosa — e perigosa — de que o educador precisa estar sempre em um eterno movimento, disponível e inteiro para o outro. A oficina Antes do Voo propôs um deslocamento dessa lógica. Aqui, o professor não era apenas quem ensina, mas alguém que também sente, cansa, se reconstrói e precisa de cuidado.

A pausa, nesse contexto, não aparece como luxo, mas como necessidade. Respirar não é interromper o caminho, é garantir que ele continue. A arte cumpre esse papel de abrir espaço, reorganizar o interno e devolver sentido ao fazer cotidiano.


Um encontro que permanece

Mais do que uma atividade artística, a oficina foi uma experiência sensível. Cada participante saiu com uma pintura, mas principalmente com uma mensagem — quase como um bilhete silencioso para o ano que se inicia. Algo que não dita metas, mas lembra quem se é no processo.


A realização desse encontro só foi possível graças à abertura e ao cuidado do Colégio Gênesis, da diretora Maria Celeste e de todos os professores que aceitaram o convite de pousar, ainda que por um instante.

A arte tem esse poder raro: transformar sem alarde, tocar sem exigir, permanecer mesmo depois que o encontro termina. Poder levar experiências como essa, que acolhem e ressignificam, é um privilégio — e também um compromisso.

Porque, no fim, ensinar é isso: ajudar outros a voar. E voar, vez ou outra, exige pausa














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Se você também gostaria de levar experiências como essa para sua empresa, escola, eventos familiares ou encontros entre amigos, entre em contato pelo

telefone (91) 98416-9418 ou pelo


Porque antes do voo, é preciso pousar.

E a arte sabe exatamente como nos ensinar isso.

 
 
 

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