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Piquenique com pintura: O retorno das aulas do Pequeno Curumim





Hoje aconteceu o piquenique com pintura, marcando o retorno das aulas do Pequeno Curumim, e confesso que foi um dia profundamente emocionante para mim.



Realizar mais um evento, criar algo novo e diferente, exige energia, planejamento e muita entrega. Apesar de toda a correria que envolve esses momentos, o resultado me deixou muito feliz. Eu queria começar o ano de uma forma especial, trazendo uma proposta nova para Barcarena e, principalmente, para os nossos Curumins — algo que unisse arte, natureza, afeto e significado.

A ideia do piquenique não demorou a surgir. Antes de colocá-la em prática, fiz questão de apresentar a proposta individualmente para cada família, escutando suas opiniões. Fiquei muito feliz com a adesão da maioria dos pais, pois nem sempre é fácil mobilizar famílias para eventos assim. Ver esse envolvimento foi um sinal claro de que estamos caminhando juntos.





A proposta do piquenique com pintura

O piquenique com pintura nasceu com objetivos muito claros. Queríamos aproximar as famílias do processo artístico das crianças, mostrar como acontecem as dinâmicas das aulas, proporcionar contato com a natureza e trazer mais vitalidade para o início de um novo ano.

Além disso, o encontro também teve como propósito despertar uma reflexão importante: que as crianças desenvolvam autoestima, coragem e segurança emocional, aprendendo a lidar com os processos do aprendizado sem culpa, sem vergonha, sem timidez e sem medo de errar. A arte, nesse contexto, se torna uma ferramenta poderosa para fortalecer o emocional e o psicológico, ajudando cada criança a confiar em si mesma e em seu próprio ritmo.



O bosque como tema e metáfora


Escolhi trabalhar o tema do bosque não apenas por estarmos em um ambiente natural, mas porque acredito que aquilo que está ao nosso redor, quando observado através da arte, revela muito mais do que aquilo que vemos apressadamente no dia a dia.

Por isso, a proposta foi observar o ambiente e traduzi-lo em pintura. As crianças reproduziram a mesma tela que eu estava pintando, mas cada uma à sua maneira, respeitando seus próprios processos. Mesmo não tendo sido possível finalizar todas as telas por conta do tempo, já foi possível perceber como as bases ficaram lindas e cheias de potencial. Tenho certeza de que dali nascerão obras de arte muito especiais.

Mais importante do que o resultado final foi o processo vivido por cada criança.


Aprender sem culpa e sem desistir

Durante a atividade, falamos sobre como aprender envolve tentativa, erro, frustração e recomeço. A arte nos ensina que não existe um único caminho e que cada processo é único. Comparar-se excessivamente pode nos afastar do prazer de aprender.

Essa reflexão não foi apenas para os Curumins, mas também para mim, enquanto educadora e artista. Ensinar arte é, muitas vezes, aprender junto — sobre tempo, limites, flexibilidade e acolhimento.


Como foi o nosso piquenique

Iniciamos o encontro com um café da manhã partilhado entre alunos e familiares, criando um momento de convivência e acolhimento. As crianças ficaram à vontade para conversar, comer e se sentirem pertencentes àquele espaço.

Em seguida, demos início à oficina com alongamentos e brincadeiras leves, preparando corpo e mente para a pintura. Optei por começar o ano com uma pintura coletiva, um processo que pode ser desafiador, mas que foi recebido com muita abertura pelas crianças.

O evento foi marcado por alegria, troca, movimento e afeto.

Como lembrancinha, preparei mini cestas de piquenique, com uma cartela de adesivos do Pequeno Curumim e um brownie de chocolate, tudo feito com muito carinho e intenção, pensando em tornar o momento ainda mais especial para os Curumins.


Agradecimentos especiais

Não posso deixar de agradecer aos nossos apoiadores. Quero destacar a loja Paulo Novidades, nosso principal fornecedor de materiais artísticos e artesanais.

Quem trabalha com arte sabe o quanto é difícil encontrar materiais de qualidade em nossa cidade. Ainda assim, seguimos com coragem, parcerias e apoio. O senhor Paulo tem sido essencial nesse processo, oferecendo materiais com ótimo custo-benefício e qualidade. É lá que repomos constantemente os materiais das aulas de pintura, encontrando confiança e variedade.

Meu sincero agradecimento por tornar a arte possível.



Um desejo para este novo ano

Todo o encontro foi carregado de carinho e afeto, buscando mostrar às crianças o quanto são queridas e amadas. Desejo, do fundo do meu coração, que este novo ano venha com muito aprendizado, abertura ao novo e mais gentileza consigo mesmo.

Que possamos nos esforçar para sermos melhores sem deixar de reconhecer aquilo que já fazemos bem. Que as crianças do Pequeno Curumim avancem sem desistir, sem se diminuir e sem esquecer suas conquistas. Nossos defeitos e falhas não nos definem. Nosso caminho é construído pela coragem de seguir em frente.

Estamos sempre a caminho de quem devemos ser — e isso não deve nos entristecer, mas nos alegrar.

Reafirmo aqui meu compromisso com a arte como janela da alma, janela de cura e desenvolvimento. Acredito profundamente que a arte proporciona experiências inesquecíveis e contribui para o desenvolvimento da fala, da coordenação motora fina e grossa, da criatividade, da comunicação, da autoestima e da abertura ao aprendizado contínuo.

A arte traduz sentimentos que não conseguem ficar calados. Muitas ideias já vivem dentro de nós e precisam apenas da ponta do pincel, da tinta e do coração para ganhar forma no mundo. Para mim, é sempre um privilégio ser a pessoa que ajuda a abrir essa janela.

Muito obrigada, Pequenos Curumins e famílias. Sem vocês, esse sonho não seria possível. Desejo um feliz 2026 a todos.





















🌳 A História do Bosque Invisível

Era uma vez um bosque que se sentia invisível.

Toda vez que alguém passava por ele sem olhar, mais invisível ele se sentia. O bosque acreditava que incomodava as pessoas. Via apenas suas pedras pontiagudas, seus galhos tortos, as formigas que cruzavam o caminho e as folhas secas espalhadas pelo chão.

Cada pessoa que passava sem perceber sua presença fazia o bosque se sentir ainda mais triste.

Até que, um belo dia, um grupo de pessoas decidiu passear por aquele lugar. Elas pararam, observaram, sentaram-se ali e pintaram juntas aquilo que viam.

Foi então que o bosque começou a perceber algo diferente.

Notou que suas árvores também criavam sombras frescas e acolhedoras, que seus galhos tinham flores e abrigavam passarinhos de canto suave, tornando o ambiente mais aconchegante e vivo.

Quando o bosque passou a olhar para suas qualidades, ele deixou de se sentir invisível.

Muitas vezes, nós somos como esse bosque. Olhamos apenas para nossos defeitos e esquecemos da beleza que existe em nós. O carinho, o apoio e o olhar atento de quem caminha ao nosso lado nos ajudam a enxergar que nossas qualidades vão muito além das nossas falhas.

O Bosque Invisível nos ensina que estar em processo não nos torna menos belos — nos torna vivos.







📌 Informações e vagas

Ainda temos vagas abertas para o curso Pequeno Curumim, voltado para crianças e adolescentes, e também para o Flor Nativa, um curso de pintura pensado especialmente para mulheres.

Para mais informações, valores e inscrições, entre em contato pelo WhatsApp (91) 98416-9418 ou pelo e-mail amandambouth@gmail.com.

Não deixe de acompanhar meus trabalhos com a arte e o dia a dia dos projetos nas redes sociais:✨ @mandymenzs



Créditos das imagens: João Jerônimo Fotografias.

 
 
 

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